Infecção hopitalar
Consciente da importância dos agentes comunitários de saúde na estratégia para busca ativa de casos de tuberculose, na atenção aos doentes e para que pessoas com a doença não abandonem tratamentos, a Fundação Ataulpho de Paiva – como mantenedora – apoia o trabalho realizado pelo Instituto Vila Rosário, que segue rigorosamente todos os preceitos da Organização Mundial da Saúde (OMS).  As ações são criteriosamente planejadas, os recursos financeiros assegurados, há treinamento e supervisão regular e logística de apoio eficaz para o sucesso no trabalho de 11 agentes comunitárias de saúde em quatro bairros do município de Duque de Caxias.

A OMS, em um Relatório do Departamento de Recursos Humanos, aponta o agente de saúde como peça fundamental no processo de expansão da cobertura e do acesso aos serviços de saúde, o que resulta em acentuadas melhorias nas taxas de prevalência, incidência e mortalidade por tuberculose. Os agentes estão incorporados ao controle de tuberculose em muitos países. No Brasil, fazem parte do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) do Conselho Nacional de Saúde para atenção primária à saúde.

Diversas atribuições dos agentes de saúde em relação às atividades de controle da tuberculose na Rede Básica e no Programa Saúde da Família que constam no Manual Técnico para o Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde são árduas. Somado a isso, as agentes de saúde do instituto ainda se deparam com extremas dificuldades pelas condições miseráveis, insalubres e ambientais em boa parte das habitações e locais, além da extrema pobreza, desemprego, falta de acesso à educação e cultura e desnutrição. Mas elas têm grande vínculo nos domicílios que visitam de porta em porta, conhecem seus valores, costumes e linguagem, já que residem nas mesmas regiões dos atendidos.

A empreitada começa com intenso trabalho de investigação para identificar a sintomatologia clássica da tuberculose nos domicílios e comunidades, em especial a continuidade de tosse por mais de três semanas. Na suspeita do mal, orientam e encaminham pessoas para consulta e diagnóstico, destinam ou comunicam casos suspeitos a sua equipe, procuram saber se quem mora com o doente apresenta o mesmo prolongamento de tosse e passam as noções sobre a coleta e o encaminhamento do escarro dos sintomáticos respiratórios. A facilidade no manejo de paciente suspeito de tuberculose é fundamental. Além da habilidade para convencer o usuário a colher o catarro, o acondicionamento desse requer conhecimento e materiais propícios  para refrigerá-lo.

Muitas vezes as agentes levantam antes de amanhecer para supervisionar a tomada diária de medicação específica, a fim de que não haja interrupção em tratamentos, que o medicamento seja tomado na hora combinada ou mesmo pela necessidade de acompanhamento constante das condições de saúde. O poder de persuasão delas torna-se ainda mais essencial porque alguns doentes insinuam abandonar os tratamentos, o que se acontecer torna o bacilo de Koch, transmissor da tuberculose, muito mais resistente. Há casos que enfermos com aparências melhores após 30 dias de tratamento acham que não precisam mais de remédio. Outros querem deixar de se tratar sem qualquer motivo, o que pode estar ligado a um fator delicado: a falta de entendimento sobre as causas e a transmissão da tuberculose.

Informações gerais são obtidas pelas agentes, como o estado nutricional, o status imunológico, o trabalho, a renda e a escolaridade dos visitados. Também fazem parte levantamentos de infraestrutura, sobre higiene, alimentação e cuidados para uma vida saudável.

Outras atribuições das agentes comunitárias de saúde são monitorar o comparecimento do doente às consultas agendadas, verificar nos cartões das crianças a situação vacinal e, se faltoso, encaminhar ao centro de saúde para vacinação, verificar a presença de cicatriz da vacina BCG no braço direito da criança, agendar consulta extra, quando necessário, realizar ações educativas junto às comunidades, participar do planejamento de ações junto à equipe e manter atualizada a ficha do Sistema de Informação de Atenção Básica (SIAB).

 


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Exames para detectar a tuberculose

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O conjunto de sintomas e a radiografia de tórax dão indícios da tuberculose pulmonar, mas o que comprova a existência dela está na constatação do Mycrobacterium tuberculosis no escarro. Método mais tradicional usado para isso, a baciloscopia ou exame de escarro possibilita a identificação dos Bacilos-Álcoo-Ácido-Resistentes em análise direta da secreção excretada pelos pulmões, por meio de coloração específica com a utilização de microscópio. 
As técnicas de biologia molecular, como o Xpert MTB/RIF, são metodologias bastante usadas para detectar, a partir do escarro, a presença do DNA do bacilo e de mutação que indique resistência ao antibiótico rifampicina, usado no tratamento da doença. Com a nova tecnologia do Xpert disponibilizada no Brasil através do Ministério da Saúde, o diagnóstico sai em duas horas.

 


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tuberculose - foto matéria

O BCG Moreau, produzido pela Fundação Ataulpho de Paiva, no Rio de Janeiro, foi reconhecido pela OMS após ter sido estudado em 16 laboratórios certificados por essa entidade. Esse medicamento de referência mundial serve para combater a meningite tuberculosa e formas pulmonares e disseminadas da doença, por meio da ativação do sistema imunológico através de vacina.  Composta pelo bacilo de Calmette & Guérin, a estirpe brasileira utilizada na vacina é considerada uma das mais imunogênicas dentre as 12 estirpes vacinais atualmente em uso, que consiste na capacidade do agente biológico estimular a resposta imune no hospedeiro conforme as características desse agente. Tem menos efeitos adversos e proteção bastante elevada.

A vacina BCG serve para a imunização prévia do indivíduo contra a infecção provocada pela Mycrobacterium tuberculosis, agente da tuberculose. Isso favorece a que o organismo possa responder de forma rápida e eficiente ao primeiro contato com o agente infeccioso. É produzida a partir da cepa Moreau RJ, bactérias da tuberculose bovinas vivas Mycobacterium bovis com virulência atenuada, contendo também glutamato de sódio. Em 1978, a FAP consolidou o uso intradérmico da vacina BCG liofilizada, com solução de cloreto de sódio e completa homogeneização, que já vinha sendo usada desde 1972. No ano seguinte, o Brasil abandonou o tratamento com a vacina via oral.


Vacina obrigatória

Normalmente, a vacina BCG é dada a recém-nascidos, que, de acordo com o Manual de Normas para o Controle de Tuberculose, devem ser vacinados nas maternidades. No Brasil, o BCG é indicado para crianças de 0 a 4 anos e, de acordo com a Portaria 452 do Ministério da Saúde, de 6/12/1976, é obrigatório para menores de um ano. Deve-se vacinar o mais precocemente possível, de preferência logo após o nascimento, desde que tenham peso igual ou superior a dois quilos e boas condições clínicas. Indivíduos de qualquer idade podem ser vacinados, embora haja menor grau de proteção.


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Personalidades  históricas mortas pela tuberculoseNa Wikipédia, popular enciclopédia escrita de maneira colaborativa pelos usuários da web, há uma relação de 116 personalidades históricas no mundo mortas por causa da tuberculose. Uma mostra de como a doença é uma das mais antigas e mortais da humanidade, desde os tempos pré-históricos. Entre os nomes lembrados figuram brasileiros famosos como os poetas Álvares de Azevedo, Augusto dos Anjos, Castro Alves e Casimiro de Abreu, os escritores José de Alencar e Cruz e Sousa e os compositores Noel Rosa e Sinhô. Entre as personalidades internacionais, alguns dos citados são Dom Pedro I (do Brasil), o líder político boliviano Simón Bolívar, o inventor do alfabeto para portadores de deficiência visual, Louis Braille, o pianista e compositor Frédéric Chopin e os escritores Franz Kafka e George Orwell.


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