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Pesquisa do Ministério da Saúde com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada no início de junho, aponta a tendência de 71,1% dos brasileiros a procurarem estabelecimentos públicos de saúde para algum tipo de atendimento. Os consultórios e clínicas particulares atraem 20,6% e 4,9% procuram emergências privadas. O levantamento ocorreu em 64 mil domicílios de 1.600 municípios entre agosto de 2013 e fevereiro de 2014.

A maior procura aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) ocorre nas Unidades Básicas de Saúde (47,9%), seguidas das emergências, como as Unidades de Pronto Atendimento Público ou Emergência de Hospital Público (11,3%), hospitais públicos ou ambulatórios (10,1%) e Centros de Especialidades e Políclinas Públicas (1,8%).

Com relação ao acesso a medicamentos, 33,2% obtiveram pelo menos um dos medicamentos no SUS e 21,9% através do Programa Farmácia Popular. Destinou-se boa parte deles à população sem instrução ou com fundamental incompleto (41,4%).


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Muitas pessoas com pneumonia pensam estar com tuberculose por apresentarem quadros de tosse e expectoração, mas basta um pouco de informação para começar a perceber, na maioria dos casos, enormes diferenças de uma doença para outra. A começar pelo fato de a pneumonia não ocorrer por contágio como a tuberculose, ou seja, não passa de uma pessoa para outra.

A pneumonia consiste numa doença inflamatória aguda nos pulmões oriunda de vírus, rickettsia, fungos ou bactérias, como a Pneumococo, responsável pela maioria dos casos. Já a transmissão da tuberculose acontece por meio do Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch) encontrado em finas gotículas de muco ou saliva, cuja prevalência de instalação está nos pulmões (85%) e pode desenvolver-se rapidamente em outras áreas do corpo.

Os sintomas da tuberculose mais conhecidos são tosse persistente por mais de três semanas e com pus e sangue se não tratada, suor noturno excessivo, febre, complicações respiratórias, esgotamento, mal estar generalizado, escarro amarelado ou esverdeado pela manhã, dores no tórax, perda de peso e anorexia. A piora dos sintomas ocorre devagar, mas em caso de suspeita deve-se procurar logo um médico para exames. O tratamento, como na pneumonia bacteriana, é à base de antibióticos.

Quanto à pneumonia, caracteriza-se por febre alta, tosse produtiva, dores no tórax, alterações de pressão, confusão mental, mal-estar geral, falta de ar, secreção purulenta amarelada ou esverdeada e fraqueza. Sua evolução é rápida e há necessidade de atendimento médico logo nas primeiras horas. A complicação pode decorrer de gripe.

Como se vê, em ambas há sinais e sintomas semelhantes, porém com particularidades bem diferenciadas. A distinção entre uma doença e outra se torna mais complexa em relação a pacientes idosos, diabéticos, hepatopatas – grupo de pessoas com doenças que atingem o fígado de forma primária ou secundária – ou portadores do vírus HIV e naqueles que têm insuficiência renal crônica.


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diadoquímico
Muitas vezes não há a percepção sobre a presença da química no cotidiano das pessoas e, em especial, na saúde e bem-estar. Os químicos brasileiros, de forma geral, sempre se empenham para isso nas várias fases da vida, desde a prevenção até o tratamento das mais diversas patologias. O sucesso dos seus trabalhos enche de esperança o Brasil para dias mais saudáveis. Para homenageá-los, a Fundação Ataulpho de Paiva (FAP) tem muitas palavras para descrever e lembrar o quanto são importantes. Veja abaixo algumas das participações diretas e indiretas desses profissionais:

  • materiais de limpeza
  • prevenção
  • concepção de vacinas
  • análise clínica
  • imageologia
  • diagnóstico
  • acompanhamento dos reagentes
  • moléculas químicas puras
  • indicação médica
  • terapia
  • tratamento de diversas patologias nas investigações
  • materiais e equipamentos laboratoriais
  • experiências
  • análise química
  • desenvolvimento de produtos
  • concepção de medicamentos
  • combate a doenças
  • investigação
  • compreensão dos mecanismos moleculares das doenças
  • materiais e equipamentos  hospitalares
  • combate a epidemias
  • estudo medicinal
  • desenvolvimento de processos
  • bioquímica
  • desinfecção
  • limpeza
  • manutenção
  • soluções terapêuticas
  • desenvolvimento de estratégias

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Apelo da OMS ao mundo

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A OMS difundiu carta aberta à população de apelo à “solidariedade e ação global” em relação à estratégia de 20 anos para o fim da epidemia global de tuberculose (TB). A meta é a prevenção, atendimento e controle da doença até 2035, de acordo com o que foi decidido pelos governos em 2014 na Assembleia Mundial da Saúde, a fim de obter redução da mortalidade em 95% e da incidência da doença em 90% “ou para menos de dez casos por cem mil habitantes.

Os pontos considerados para isso são a prevenção da TB para todos os necessitados, políticas ousadas e sistemas de apoio, intensificação da pesquisa e inovação. O diagnóstico mais rápido para multiplicar os tratamentos e a participação dos Estados para a implementação de projetos que tratem de forma mais aprofundada o mal figuram entre os planos.

Já em 2020 está prevista a supressão de custos catastróficos médicos e não médicos para pacientes com TB e suas famílias, por meio de mecanismos de proteção financeira facilitados. A estratégia também define como fundamentais resolver as carências de recursos em US$ 2 bilhões por ano para as intervenções de TB e US$ 1,39 bilhão para pesquisas TB.

A tuberculose, transmitida pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis, atinge mais de 8 milhões de pessoas no mundo e mata em torno de 1,5 milhão delas a cada ano. É uma doença prevenível e curável, por isso mesmo a OMS considera inaceitável o número alto de mortes por causa da doença, embora as taxas de mortalidade estejam diminuindo desde 1990: menos 45% na média global. A entidade espera que esse ano a redução chegue a 50%.  Desde 2000, mais de 37 milhões de vidas foram salvas graças a diagnóstico prévio e tratamento efetivo.


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A combinação do bacilo da tuberculose (TB) Mycrobacterium tuberculosis com o HIV tem sido a maior causa de óbitos no mundo (25%) das pessoas portadoras da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids). Ambos se desenvolvem de formas mais aceleradas e graves quando atuam juntos, já que o organismo fica enfraquecido devido ao ataque do vírus às células de defesa e, paralelamente, o bacilo acentua a perda imunológica oriunda do aumento da replicação do vírus. No mundo, 13% dos novos casos de tuberculose ocorreram em portadores do HIV (2011).

De acordo com dados de 2011 do Relatório Global de Controle da Tuberculose da Organização Mundial da Saúde (OMS), a possibilidade de seres humanos portadores de HIV / Aids (PVHA) ficarem com tuberculose (TB) é 21 a 34 vezes maior do que os sem a infecção.

No Brasil, essa coinfecção também aparece como a maior causa de morte em pacientes com Aids. Segundo o Ministério da Saúde, em 2011 ocorreram no país 71 mil novos casos de TB, incidência de 37,1/100 mil habitantes. Desses, aproximadamente 60% receberam o resultado do teste anti-HIV (Brasil, 2012a; IBGE, 2012). A taxa de coinfecção TB / HIV no Brasil chegou a 9,9% e a de letalidade a 6%.

A doença se apresenta de maneira atípica na combinação TB / HIV com diversos sintomas, cujo diagnóstico pode ficar mais complicado. Há casos, por exemplo, nos quais os pacientes ficam somente com febre ou dores de cabeça. Por tanta complexidade, indica-se a investigação de TB em todas as consultas de PVHA, sempre atenta a seus quatro principais sintomas: tosse, febre, suor noturno e emagrecimento.

Teste rápido

Entre as intervenções indicadas pelo Ministério da Saúde para controle da coinfecção TB-HIV, figura a ampliação do diagnóstico oportuno do HIV por meio da testagem rápida. O diagnóstico precoce da tuberculose, o tratamento da TB ativa e da infecção latente e o início oportuno da terapia antirretroviral também fazem parte das recomendações do ministério. Para as pessoas em tratamento de tuberculose, aconselha-se a que se submetam logo ao teste de HIV.

Os Serviços de Atendimento Especializado (SAE) são os locais preferenciais para o cuidado das pessoas que apresentam a coinfecção tuberculose / HIV. Em casos de resistência do bacilo aos medicamentos básicos para tuberculose e/ou efeitos colaterais graves, deve haver o encaminhamento do paciente a um centro de referência para tratamento dessa doença.


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