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De forma inédita, uma campanha publicitária mundial de saúde pública utiliza o mito universal do pânico infantil em relação a vacinas e a roupas brancas associadas por elas aos médicos para motivar o acesso das crianças à saúde. O inusitado já começa pelo slogan: “Faça uma criança chorar. Salve-lhe a vida”, com uma sucessão de imagens e fotos de crianças chorando compulsivamente nos momentos em que são submetidas a tratamentos em postos de atendimento, hospitais e clínicas. Para isso já ocorrem as veiculações de filmes (vídeo-cases) em vários idiomas, mídia impressa e quatro cartazes para mostrar o tormento de crianças atendidas por profissionais da Associação Médicos do Mundo, com sede na França e presente em diversos países, sobretudo na Europa.

A campanha foi criada pela agência publicitária DDB Paris com o intuito de ser veiculada globalmente, a começar pelos 60 países onde a associação atua. Argentina, Canadá, Portugal, Alemanha, Espanha, França, Grécia, Holanda e Suíça já começaram a vê-la. Outras possibilidades para conhecer o trabalho e se informar estão no site makeachildcry.com e na hashtag #make a childcry. Uma das principais preocupações da campanha refere-se a crianças apavoradas atendidas em lugares de conflito, temendo inclusive pessoas que nunca viram.

Fundada na França em 1980 após assistência médica a 2.564 refugiados vietnamitas que estavam à deriva no Mar da China, a associação Médicos do Mundo conta com o trabalho de voluntários para ajudar populações vulneráveis em muitos países. Atuou, por exemplo, em diversas crises dos anos 80, como no Afeganistão, El Salvador e Armênia, em 1990 na ex-Iugoslávia, Somália, Ruanda, Burundi, Zaire, Irã, Kosovo, Turquia, Timor-Leste e Tchetchénia) e em 2000 nos territórios palestinos, Marrocos, Costa do Marfim, Congo, Zimbábue, Libéria, Haiti, Sudão, Indonésia e Líbano. Segundo a organização, o medo infantil que as crianças têm de injeções, instrumentos médicos e medicamentos é universal, mas algo necessário para a saúde e o bem-estar infantil muitas vezes negligenciado.

Assista um dos spots televisivos da campanha em: https://goo.gl/eyXAtl


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O Fórum ONG TB-RJ, o Observatório Tuberculose Brasil, o Programa Estadual de Controle da Tuberculose (PCT/RJ) e o Governo do Estado do Rio de Janeiro realizarão, no dia 6 de agosto, o seminário Articulando os diferentes atores – “O papel do governo, academia, conselhos e da sociedade civil no enfrentamento da tuberculose”. Nessa data comemora-se o Dia Estadual de Conscientização, Mobilização e Combate à Tuberculose, de acordo com a lei 5054/2007.

A programação do evento é a seguinte:

Dia 6 de agosto (quinta-feira)

Inscrições gratuitas diretamente no local do evento.

Local: Arcos Rio Palace Hotel – Av. Mem de Sá, 117, Lapa – Centro

8h30 às 9h – Café de boas-vindas

9h às10h – Abertura

  • Dr. Alexandre Chieppe – Secretaria Estadual de Saúde – SES/RJ
  • Sr. Roberto Pereira – Fórum Estadual ONGs Tuberculose /RJ
  • Conselho Estadual de Saúde RJ
  • Vereador Eduardão – Frente Parlamentar Municipal de Tuberculose (Rio de Janeiro)
  • Vereador Moa – Frente Parlamentar TB/HIV/Aids (Duque de Caxias)
  • Reinaldo Meirelles de Sá – Frente Parlamentar HIV/Aids, Tuberculose e Hepatites Virais (Petrópolis)
  • Vereador Leonardo Giordano – Frente Parlamentar de Combate à Aids, Tuberculose e Hepatites Virais (Niterói)

Apresentações:

10h às 10h45 – A situação epidemiológica no Estado do Rio de Janeiro – Drª Ana Alice Bevilaqua (PCT-SES/RJ)

10h45 às 11h15 – Plano de Enfrentamento da Tuberculose e da AIDS:

1 – A Pactuação na CIB e as perspectivas da SES

2 – Os Planos de ação municipais: panorama atual e os desdobramentos – Denise Pires, gerente DST AIDS/SES-RJ

Ana Alice Bevilaqua, gerente de Pneumologia Sanitária PCT/SES/RJ

11h15 às 12h – Benefícios, leis e proteção social para pacientes TB – Maira Guazzi (PCT/SES/RJ)

12h às 13h30 – Almoço

13h30 às 14h – Comunidades sem Tuberculose – Wanda Guimarães (Cedaps)

14h às 14h30 – A Tuberculose nas Conferências de Saúde – Sônia Regina G. da Silva (CMS/RJ)

14h30 às 15h – A parceria entre a Academia e o Controle Social – Otávio Maia Porto (Crphf/Ensp/Fiocruz)

15h às 15h30 – A tuberculose sob a perspectiva da determinação social – Pablo Dias Fortes (Crphf/Ensp/Fiocruz)

15h30 às 16h30 – Encerramento e confraternização de aniversário pelos 12 anos de criação e atuação do Fórum ONGs TB RJ (2003/2015) – Apresentação cultural: Convivência Positiva – Grupo Pela Vida/Niterói


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Cuidados para exames de tuberculose

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Provocador naturalmente do nojo das pessoas, o catarro é valioso para exames a fim de detectar a tuberculose ou como vai o tratamento da doença. Expelido por meio da árvore brônquica – conjunto formado pelos dois brônquios principais situados fora dos pulmões e pelas ramificações deles nos dois pulmões –, suas amostras devem ter essencialmente tratamento adequado na coleta, armazenagem, conservação e transporte para os exames baciloscópicos diretos do escarro, que possibilitam a descoberta das fontes de infecção de tuberculose pulmonar e laríngea.

O ideal é o recolhimento de 5ml a 10ml de catarro mucopurulento, obtidos depois do esforço da tosse –  e não da faringe ou por aspiração de secreções nasais – para garantir êxito na efetivação da baciloscopia com a identificação dos Bacilos-Álcool-Ácido-Resistentes (BAAR). Há a recomendação para a coleta de duas amostras de escarro, uma na primeira consulta e outra logo após o despertar pela manhã, independentemente do que constar na primeira. A primeira amostra coletada acontece quando o paciente procura a rede de atendimento de saúde, sem que haja necessidade de jejum, e a segunda na manhã do dia seguinte assim que o paciente despertar e em jejum.

 O exame ocorre pela primeira vez quando há tosse seca inicialmente e, depois, com expectoração por duas a três semanas quando ocorre a suspeita clínica. Agrega-se o fato de ter tido contato, intradomiciliar ou não, com portador de tuberculose. Outros sintomas são febre vespertina, perda de peso, suor noturno, dor torácica, dispneia e astenia, histórico de tratamento anterior para tuberculose e presença de fatores de risco para o desenvolvimento da doença (HIV, diabetes, câncer e etilismo).

Existe um passo a passo para a coleta, a começar por material adequado ao recolhimento de material.  De acordo com o “Manual Técnico para o Controle da Tuberculose” – Caderno de Atenção Básica número 6, do Ministério da Saúde, a coleta deve acontecer em pote plástico descartável, de boca larga (50mm de diâmetro), transparente, com tampa de rosca de 40mm e capacidade entre 35 e 50ml. No corpo dele, e não na tampa, devem estar escritos, com fita gomada ou caneta para retroprojetor, nome do paciente e local da coleta. É fundamental tampá-lo bem e envolvê-lo em saco plástico, fechado com um nó, e deixando a tampa para cima. Na amostra, não deverá ter resíduos alimentares e/ou de medicamentos e/ ou substâncias químicas.

Segundo o manual, as amostras devem ser coletadas em local aberto, de preferência ao ar livre ou em sala bem arejada. O transporte do pote com o material recolhido precisa acontecer duas horas do momento da coleta, caso contrário, existe a necessidade de acondicioná-lo em geladeira específica para materiais biológicos com temperatura de 2º a 8º C até a entrega na unidade de saúde ou laboratório, de preferência no mesmo dia da coleta. Recomenda-se muito cuidado com a luz solar.

Diversos esclarecimentos para a segunda coleta são passados por profissional de saúde capacitado, como as relativas à importância dos exames para os clientes, à necessidade de seguir os passos da coleta e sobre a higiene deles antes da coleta. As orientações compreendem a ingestão do maior volume possível de água (oito copos no mínimo) durante a noite anterior ao dia da coleta, jejum, a lavagem das mãos e higienização da cavidade oral com água e muitos bochechos (sem uso de creme dental ou soluções antissépticas para gargarejo). Também pede para que o paciente inspire profundamente, retenha o ar por alguns segundos e expire por três vezes para em seguida tossir. Logo, o paciente deve expelir o catarro dentro do pote, evitando colocar a mão na parte de dentro pelo risco de contaminação.

Conforme o manual, dentro da unidade de saúde, durante todo o período de atendimento de sintomáticos respiratórios ou de casos que ainda têm baciloscopia positiva, o profissional de saúde deve usar a máscara de proteção respiratória (N95 ou PFF2).


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Direitos do bebê ao nascer

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Ser registrado gratuitamente;

Receber a Caderneta de Saúde da Criança;

Realizar gratuitamente o teste do pezinho (o ideal é que seja feito entre o terceiro e o sétimo dia de vida);

Realizar gratuitamente o teste da orelhinha;

Ter acesso a serviços de saúde de qualidade;

Receber gratuitamente as vacinas indicadas no calendário básico de vacinação, entre as quais, a BCG contra a tuberculose;

Mamar exclusivamente no peito durante os primeiros seis meses de vida; Ser acompanhado pela família e pelos profissionais de saúde em seu crescimento e desenvolvimento;

Ser acompanhado pelos pais durante a internação em hospitais; Ter uma família e convivência com a comunidade;

Viver num lugar limpo, ensolarado e arejado;

Viver em ambiente afetuoso e sem violência.

Se os bebês tivessem o poder de falar como o protagonista do popular filme “Olha quem está falando”, de 1989, com o ator John Travolta, gritariam aos quatro cantos por seus direitos. Mas como eles não têm esse poder, cabe aos responsáveis pelos pequenos conhecer, respeitar e cumprir seus preceitos. Entre os direitos do bebê ao nascer, figura o de receber gratuitamente as vacinas indicadas no calendário básico de vacinação. A primeira é a BCG Moreau, produzida pela Fundação Ataulpho de Paiva (FAP), contra tuberculose, que reduz o risco da doença em 75% se tomada antes da infecção pelo Mycobacterium tuberculosis, o bacilo transmissor dela.

Na própria internet é possível conseguir esclarecimentos sobre isso por meio do “Guia dos Direitos da Gestante e do Bebê”, lançado pelo Ministério da Saúde e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A publicação, ilustrada pelo cartunista e escritor Ziraldo, tem informações como o direito ao pré-natal de qualidade, ao parto humanizado e à assistência ao recém-nascido e à mãe, além de mencionar os principais direitos dos bebês.

O foco na sobrevivência e desenvolvimento das crianças no país ganhou mais relevância a partir do artigo 227 da Constituição Federal de 1988, a fim de assegurar prioridade aos direitos à criança e ao adolescente. Um dos grandes avanços se concretizou no artigo 227 da Constituição Federal de 1988, que assegura todos os direitos à criança e ao adolescente com absoluta prioridade.

A Convenção sobre os Direitos da Criança, ratificada pelo Brasil e mais 192 países, também é importante, pois determina que as instituições, os serviços e os estabelecimentos encarregados pelo cuidado ou pela proteção das crianças cumpram os direitos da gestante e do bebê, sobretudo quanto ao respeito à segurança e à saúde das crianças. Essa serviu de base para a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente, lei 8.069 de 13 de julho de 1990, que, entre diversos itens, garante a meninos e meninas prioridade em receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias e precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública.

Os interessados em ler o “Guia dos Direitos da Gestante e do Bebê” podem acessá-lo em PDF no seguinte endereço: http://goo.gl/qD25xS .


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Tuberculose do sistema nervoso central

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A meningite tuberculosa, o tuberculoma intracraneal e a aracnoitide espinhal tuberculosa são as três formas clínicas da tuberculose do sistema nervoso central (TBSNC), a mais letal entre os tipos de tuberculose extrapulmonar e com grande incidência nos países em vias de desenvolvimento. Há prevalência da disseminação pós-primária em crianças e na população jovem, com grande número de óbitos, apesar dos quimioterápicos contribuírem para reduzi-los a partir de 1945.

Os principais aspectos desencadeadores dos problemas se devem a precárias condições nutricionais e habitacionais, contato anterior com gotículas espalhadas pelo ar por portadores da tuberculose pulmonar através da tosse, espirro ou fala, falta ou atraso na vacinação com BCG, comprometimento neurológico avançado, imunodeficiência, mudanças quimiocitológicas de líquor (líquido cefalorraquiano) e diagnóstico tardio.

Entre as TBSNCs, a mais comum é a meningite tuberculosa (tipo de meningite subaguda causadora de infecção das membranas que envolvem o sistema nervoso central pelo Mycobacterium tuberculosis). Diferente do que ocorre nas demais meningites, a meningite tuberculosa evolui lentamente em semanas ou meses e, muitas vezes, tem o diagnóstico dificultado. A detecção das lesões primárias pode acontecer de quatro a 12 semanas.

Os principais sintomas variam de acordo com a idade. Nas crianças antes de um ano de idade quase não aparecem e, após um ano, há forte dor de cabeça, rigidez na nuca, febre, calafrios, vômitos em golfadas e irritação meníngea. Também há possibilidade de sono intenso, mau humor e dores musculares pelo corpo.

Os casos clássicos se caracterizam por enfermidade febril subaguda dividida em três fases: a primeira dura de duas a três semanas, com mal-estar, dor de cabeça, astenia, febre e alterações de personalidade. Na segunda, ocorrem achados neurológicos mais evidentes, como meningismo, cefaleia contínua, vômitos, letargia, confusão e diversos graus de anormalidades dos nervos cranianos. Já na última, a enfermidade evolui rapidamente de forma paralisante, com letargia, coma, convulsões e frequente paralisia de metade do corpo. A tendência é dos pacientes morrerem cinco a oito semanas depois de terem começado os sintomas.

O diagnóstico na maioria das vezes ocorre em estágios avançados, quando já existem seríssimas sequelas como aumento do perímetro encefálico, retardamento, espasticidade (distúrbio de controle muscular que é caracterizado por músculos tensos ou rígidos e uma incapacidade de controlar os músculos) e hipertonicidade muscular. Na maioria dos casos, há alteração pulmonar e as meninges do cérebro e da medula espinhal ficam turvas e espessas.

Tuberculomas intracranianos

Os registros de problemas decorrentes de tuberculoma intracraniano no Brasil são esporádicos, embora haja o temor de aumento do número de casos porque ocorrem com mais frequência em outros países, sobretudo por causa da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids).

Estão associados por vezes a convulsões, déficits neurológicos focais e hipertensão intracraniana. Pode ocorrer nos hemisférios cerebrais (predomínio nos lobos frontais e parietais), cerebelo, tronco cerebral ou espaços perimeníngeos, com tendência a lesões múltiplas. Hiperternsão intracraneana, alterações visuais e auditivas, além de temporais, estão entre outros possíveis sintomas. Na maioria das vezes, seu diagnóstico é mais difícil de ser percebido clínica e radiologicamente, se comparado com outras lesões expansivas.

A aparência do tuberculoma é semelhante a que se apresenta nos pulmões, com edema e possibilidade de calcificação. Sua formação começa como uma reação inflamatória ao bacilo dentro do parênquima (tecido com a função principal de determinado órgão) cerebral. Muitos tubérculos são formados numa área edematosa e provocam lesões ou necroses. Na maioria dos casos estudados, detecta-se hidrocefalia que podem causar infiltrações nas meninges, lesões cerebrais e até a morte.

 Aracnoitide espinhal tuberculosa

Inflamação e dores da aracnoide, uma das membranas que rodeiam e protegem os nervos da medula, sinalizam essa doença, em que uma das propensões está na infecção causada pela Mycobacterium tuberculosis. Acontece mais em áreas endêmicas, ou seja, em que há prevalência da doença.

Sua patogenia se dá de maneira bem parecida em relação às meningites, com aprisionamento gradual dos nervos espinhais por um exsudato (matéria resultante de processo inflamatório e que, saindo de vasos sanguíneos, se deposita em tecidos ou superfícies teciduais) fibrogelatinoso.

Provoca irritação, cicatrizes e ligação dos vasos sanguíneos e das raízes nervosas que rodeiam a medula espinhal, dor persistente na parte inferior das costas ou pernas, formigamento, dormência, cãibras musculares e espasmos, problemas no intestino e na bexiga, além de disfunção sexual e incapacidade física. As inflamações dos vasos sanguíneos do organismo podem acarretar em trombose da artéria espinhal e infarto da medula espinhal.O tratamento é o mesmo do que nas meningites.

 


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