Confirmado na Índia êxito do xpert

Sem Título-2

Estudo realizado em 2012 e 2013 na Índia demonstra a superioridade do Xpert MTB/RIF sobre o tradicional método de detecção da tuberculose de microscopia ótica através do esfregaço – baseado na análise de leve camada de matéria orgânica numa lâmina de vidro. O autor do trabalho é o diretor geral adjunto da Divisão Central de Tuberculose, em Nova Déli, K. S. Sachdeva,

O Xpert MTB/RIF é uma nova opção laboratorial utilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e consiste em teste de amplificação de ácidos nucléicos utilizado para detecção do complexo M. tuberculosis e para a triagem de tuberculose resistente a fármacos. Indica também a resistência ao antibiótico rifampicina, usado no tratamento da tuberculose.

Feito em 18 unidades do programa de tuberculose, o estudo sobre esse teste de biologia molecular aumentou o índice de notificações de casos em 16% e a confirmação bacteriológica em 39%. Já as notificações de resistência à rifampicina aumentaram cinco vezes. Conforme o estudo, ao contrário da microscopia do esfregaço, o Xpert tem excelente sensibilidade e especificidade para tuberculose e pode dar resultados em menos do que duas horas.

A primeira fase do estudo seguiu uma linha imaginária como ponto de partida para fazer as comparações, baseada na microscopia do esfregaço em mais de 10,500 presumíveis pacientes de tuberculose pulmonar. Já a segunda etapa, com base no Xpert, consistiu na realização de testes em 70,500 possíveis pacientes.

Os testes aconteceram em oito áreas rurais onde vivem 3,9 milhões de pessoas, seis áreas urbanas cuja população fica em torno de 3,4 milhões e em áreas geograficamente acidentadas de difíceis acessos nas quais há em torno de 1,5 milhão de habitantes.

A conclusão do estudo evidencia que o Xpert pode substituir a microscopia do esfregaço como teste inicial diagnóstico de suspeitas de tuberculose e para diagnosticar a resistência à rifampicina.


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A Frente Parlamentar Nacional de Luta Contra a Tuberculose na Câmara dos Deputados, em Brasília, foi reinstalada em 19 de agosto para ampliar o controle da doença através do aperfeiçoamento da legislação referente à saúde, assistência social e outras políticas vinculadas. Entre suas atividades estão o acompanhamento das políticas e programas de controle da doença e da elaboração e execução orçamentária para ampliar os investimentos nos programas sociais com foco na determinação social da tuberculose, além de dar apoio para novas formas de financiamento a algumas atividades de Organizações não Governamentais (ONGs) empenhadas em diminuir a incidência da doença no país.

A criação da frente, em 8 de maio de 2012, partiu de demanda do movimento social brasileiro de luta contra a tuberculose, Parceria Brasileira Contra a Tuberculose, Fórum ONGs TB RJ, Observatório Tuberculose Brasil, Rede Brasileira dos Comitês de TB, tendo o apoio do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT/SVS/MS). O presidente da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, Antônio Brito (PTB/BA) também está agora na presidência da frente.


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Reagente para câncer inicial na bexiga

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A primeira clássica opção no Brasil para o tratamento do câncer de bexiga superficial adulto e pediátrico é o imunomodulador Imuno BCG (Bacilo Calmette-Gueriné intravesical), produzido no país apenas pela Fundação Ataulpho de Paiva (FAP) desde 2005. Sua eficácia chega até a 80% dos tratamentos e, em média, a 70%, com uso em metade dos casos da doença registrados no Brasil, principalmente em São Paulo (50%).

A produção anual do medicamento está em 100 mil doses e pode aumentar para 150 mil com o futuro funcionamento de fábrica da FAP em Xerém, distrito do município de Duque de Caxias. A FAP disponibiliza o Imuno BCG a partir de 24h depois da solicitação em todo o território nacional, onde conta com distribuidores especializados independentes, cuja relação consta no site da FAP.

O Imuno BCG é mais uma etapa na evolução dos estudos feitos em parcerias pela Fundação Ataulpho de Paiva (FAP) para conhecer melhor a estirpe BCG Moreau. Na Inglaterra, teve, em outubro de 2013, o reconhecimento no artigo “BCG imunoterapia para câncer de bexiga — os efeitos das diferenças de subestirpe”, publicado na revista eletrônica “Nature Reviews – Urulogy” como um dos genomas mais interessantes em termos de eficácia e de efeitos menos adversos.

Os imunomoduladores contra o câncer de bexiga inicial são fabricados por diversos países e certificados como reagentes de referência internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS).  Combatem a doença através do estímulo à resposta imunológica do paciente, que varia de indivíduo, época e estágio.

O medicamento é administrado nos casos iniciais, ou seja, quando a musculatura não está atingida, o que se diagnostica por meio da ressecção endoscópica. O tratamento ocorre em hospital ou ambulatório com a instilação intravesical aplicada oito vezes e, posteriormente, com repetição semestral.

Segundo o diretor científico da FAP, Luiz Roberto Castello Branco, o protocolo deve ser seguido à risca, mas muitos não retornam. “Aí a lesão pode se tornar mais invasiva e haver a necessidade de intervenção cirúrgica”, alertou.

 Sintomas

O câncer de bexiga é a segunda maior malignidade de trato urinário no mundo, com estimativa de 382.660 novos casos por ano e 227.526 nos países em desenvolvimento. Conforme o Instituto Nacional de Câncer (Inca), há no Brasil em torno de 10 mil casos de câncer superficial de bexiga por ano. Sangue na urina e o desconforto ao urinar são sinais e sintomas desse mal, cujo principal fator de risco está ligado ao tabagismo.


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opas

Uma comissão da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) que visitou recentemente o Brasil passou algumas recomendações para o controle da tuberculose após avaliar quatro estados. Entre as quais, o reforço desse compromisso, o incremento do financiamento para o controle da tuberculose, a promoção de mais ações com a sociedade civil e comunidades, o fortalecimento da rede de laboratórios e maior atenção à questão da tuberculose multirresistente. A equipe reconheceu os imensos esforços que o país tem feito para melhorar os índices de cura e diminuir as taxas de abandono.

Ocorreram visitas da Opas em instalações e instituições que atuam nesse sentido nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Amazonas. Foram visitados seis municípios, 20 unidades de saúde, três hospitais, quatro Laboratórios Centrais (Lacen), cinco laboratórios municipais, o Centro de Referência Professor Hélio Fraga (CRPHF), no Rio de Janeiro, e o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. A comitiva da Opas contou com 11 especialistas internacionais e nove nacionais.

Alguns pontos tiveram avaliação dos especialistas, sobretudo a situação epidemiológica da tuberculose (TB), situação operacional do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), cumprimento das metas internacionais para TB, gerenciamento e estrutura do PNCT, resposta da rede de laboratórios de TB frente às necessidades de controle da TB, manejo clínico – programático da TB multirresistente (TB-MDR), aplicação das medidas de controle para coinfecção TB-HIV, atividades de controle da TB em populações vulneráveis e recomendações às autoridades nacionais. A Secretaria de Vigilância em Saúde recebeu o relatório final da comissão da Opas.

A Opas é uma instituição supranacional criada e mantida pelos países do continente americano desde 1902, e atua como braço da Organização Mundial da Saúde para as Américas. Objetiva, principalmente, melhorar as condições de saúde. Exerce papel fundamental na melhoria de políticas e serviços públicos de saúde, através da transferência de tecnologia e da difusão do conhecimento acumulado. A entidade, sediada em Washington, nos Estados Unidos, dá atenção especial aos grupos mais vulneráveis.


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A Frente Parlamentar Nacional de Luta Contra a Tuberculose na Câmara dos Deputados, em Brasília, foi reinstalada em 19 de agosto para ampliar o controle da doença através do aperfeiçoamento da legislação referente à saúde, assistência social e outras políticas vinculadas. Entre suas atividades estão o acompanhamento das políticas e programas de controle da doença e da elaboração e execução orçamentária para ampliar os investimentos nos programas sociais com foco na determinação social da tuberculose, além de dar apoio para novas formas de financiamento a algumas atividades de Organizações não Governamentais (ONGs) empenhadas em diminuir a incidência da doença no país.

A criação da frente, em 8 de maio de 2012, partiu de demanda do movimento social brasileiro de luta contra a tuberculose, Parceria Brasileira Contra a Tuberculose, Fórum ONGs TB RJ, Observatório Tuberculose Brasil, Rede Brasileira dos Comitês de TB, tendo o apoio do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT/SVS/MS). O presidente da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, Antônio Brito (PTB/BA) também está agora na presidência da frente.


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