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O Ministério da Saúde lançou a Campanha Nacional de Multivacinação em todo o país, para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes. O objetivo é atualizar a vacinação de crianças menores de 5 anos e crianças e adolescentes de 9 anos a 15 anos. A orientação para a vacinação com a BCG, contra a tuberculose, está presente em todas as cadernetas. A campanha segue até 30 de setembro em cerca de 36 mil postos fixos em todo o Brasil.

A vacinação com a BCG (Bacilo Calmette-Guérin), contra todas as formas de tuberculose humanas deve ser feita, preferencialmente, ao nascer e é obrigatória para crianças menores de um ano – a vacina BCG também pode ser aplicada até 4 anos de idade. Essas e outras informações estão na caderneta de vacinação, que possibilita o acompanhamento dos períodos em que devem ser tomadas as vacinas e tem informações e orientações favoráveis ao desenvolvimento infantil desde o nascimento até os 9 anos de idade.

A distribuição gratuita anual das cadernetas é feita nas maternidades públicas ou privadas, através das Secretarias de Saúde dos estados e dos municípios com mais de 200 mil habitantes. Informações e orientações para quem cuida de criança estão na primeira parte da caderneta, tais como as voltadas à saúde, direitos da criança e dos pais, registro de nascimento, amamentação e alimentação saudável, vacinação, crescimento e desenvolvimento, sinais de perigo de doenças graves e prevenção de violência e acidentes.

Já a segunda parte da caderneta dá acesso a registros feitos por profissionais de saúde e que essenciais à saúde da criança, além de gráficos de crescimento, instrumentos de vigilância do desenvolvimento e tabelas para registro de vacinas aplicadas. Há, também, elucidações sobre o período certo de amamentar, iniciativas quando ocorrer acidente doméstico e as indicações de vacinas.


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A tuberculose é uma doença grave, mas tem cura. E como em várias outras enfermidades, identificar tuberculose o mais cedo possível é importante para ajudar na sua cura. E é preciso ter atenção aos sintomas e relizar os exames que comprovam a doença. Isso porque alguns pacientes não exibem nenhum indício da doença em seu início, outros apresentam sintomas aparentemente simples que são ignorados durante muito tempo.

Na maioria das pessoas infectadas, os sinais e sintomas mais frequentes são: tosse seca contínua no início dos sintomas, depois com presença de secreção por mais de quatro semanas, transformando-se, em muitas das vezes, em uma tosse com secreção sanguinolenta; cansaço excessivo; febre baixa geralmente à tarde; sudorese noturna; falta de apetite; palidez; emagrecimento acentuado; rouquidão; fraqueza e prostração. Os casos graves apresentam dificuldade na respiração; eliminação de grande quantidade de sangue, colapso do pulmão e acúmulo de líquido na pleura (membrana que reveste o pulmão) – se houver comprometimento dessa membrana, pode ocorrer dor torácica.

O conjunto de sintomas e a radiografia de tórax geralmente dão indícios da tuberculose pulmonar, mas o que comprova a existência da doença é a constatação do Mycrobacteriumtuberculosis no escarro. A baciloscopia, ou exame de escarro, possibilita a identificação dos Bacilos-Álcoo-Ácido-Resistentes em análise direta da secreção excretada pelos pulmões, por meio de coloração específica com a utilização de microscópio.

Recentemente outro exame usando técnica de biologia molecular, como o Xpert MTB/RIF, passou a ser também uma metodologia bastante usada para detectar, a partir do escarro, a presença do DNA do bacilo e de mutação que indique resistência ao antibiótico rifampicina, usado no tratamento da doença. Com este exame, o diagnóstico pode sair em até duas horas. O Xpert é disponibilizado no Brasil pelo Ministério da Saúde.


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