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O relatório anual da Organização Mundial de Saúde sobre tuberculose, divulgado neste mês de outubro, mostra que, em 2015, o número de pessoas contaminadas com tuberculose chegou a 10,4 milhões, número acima do registrado no relatório anterior, que ficou em 9,6 milhões de infectados. Segundo o informe da OMS, 1,8 milhão de pessoas morreram vítimas desta doença em 2015 – 300 mil a mais que em 2014.

As cifras sobre as dimensões da epidemia foram revistas para cima essencialmente porque os pesquisadores se deram conta de que as estimativas da Índia, entre 2000 e 2015, eram muito baixas. Ao todo, seis países representam 60% dos novos casos: Índia, Indonésia, China, Nigéria, Paquistão e África do Sul.

O Brasil reduziu a incidência da tuberculose em 20,2% de 2006 a 2015, passando de 38,7 casos/100 mil habitantes em 2006 para 30,9 casos/100 mil habitantes em 2015. O país também reduziu em 12,5% o número de novos casos em 10 anos: em 2015, foram notificados 63.189 casos em todo o país, contra 72.213 em 2006. Ainda assim, o Brasil faz parte da lista da OMS dos 22 países que concentram 80% da carga da doença em todo mundo. Segundo o último relatório, os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) concentram cerca de 50% de todos os casos no mundo.

COMBATE AMPLIADO

Segundo a diretora da OMS, Margaret Chan, a luta para alcançar os objetivos mundiais no combate à tuberculose é cada vez mais difícil. “Teremos que aumentar substancialmente nossos esforços sob o risco de ver países continuamente castigados por esta epidemia mortal e não alcançar nossos objetivos”, diz Margaret Chan.

A meta da OMS é reduzir o número absoluto de mortes por tuberculose em 35% e de contágios em 20% até 2020, com relação aos números de 2015. O objetivo para 2030 é diminuir em 90% a quantidade de mortos por tuberculose e em 80% os infectados.

TB TEM CURA

A tuberculose é uma doença grave, mas tem cura. E para que o tratamento tenha eficácia, é importante não o interromper nos primeiros sinais de melhora. O tratamento da doença, que tem a duração mínima de seis meses, é feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com controle por parte do Ministério da Saúde sob os medicamentos ministrados. A medicação para o tratamento da tuberculose não é comercializada em farmácias. Os medicamentos são fornecidos pela rede pública de forma gratuita, a partir do diagnóstico.


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A Fundação Ataulpho de Paiva (FAP) vai participar, de 24 a 27 de outubro, do Encontro Anual da DCVMN (Developing Countries Vaccine Manufacturers Network). O evento, que terá como tema “Vacinas, moldando a saúde global”, será realizado no Hotel Intercontinental de Buenos Aires. Entre os participantes estarão representantes do da Organização Mundial de Saúde, do UNICEF, da Organização Panamericana de Saúde, do Ministério da Saúde da Argentina e de organizações como a Fundação Bill e Melinda Gates.

Do Brasil, além da FAP, estarão representantes do Bio-Manguinhos (Fiocruz) e do Instituto Butantan. “Será mais uma chance incrível de aprendizado, como foi o workshop da DCVMN que a Fundação Ataulpho de Paiva organizou no Rio de Janeiro. Estarão reunidos fabricantes de vacinas dos mais variados níveis e representantes de instituições voltadas à melhoria da saúde em todo o mundo”, explica o diretor-científico da FAP, Luiz Roberto Ribeiro Castello Branco, que participará do evento.

No fim de maio e no início de junho, a DCVMN realizou o workshop “Sistemas críticos e estudos clínicos: água, ar e auditorias”. A organização do evento foi feita pela Fundação Ataulpho de Paiva. Durante cinco dias, profissionais de Brasil, Argentina, México, Cuba e outros países da América Latina, além de representantes da DCVM e outras instituições mundiais, participaram de treinamentos e capacitações sobre melhorias no processo de produção de vacinas.

Workshop da DCVMN organizado pela FAP no Rio de Janeiro

Workshop da DCVMN organizado pela FAP no Rio de Janeiro

DCVMN e FAP

A DCVMN é uma organização voluntária de fabricantes de vacinas de países em desenvolvimento que busca oferecer um consistente fornecimento de vacinas de alta qualidade e que sejam acessíveis de forma a proteger a população contra doenças infecciosas, conhecidas e emergentes, em todo o mundo. A organização tem 45 fabricantes de vacinas de 16 países, que oferecem 40 tipos de vacina em diferentes apresentações e plataformas, totalizando cerca de 200 produtos. Entre eles estão vacinas contra a tuberculose, febre tifóide e febre amarela, além de outras enfermidades.

A Fundação Ataulpho de Paiva integra o DCVMN. A FAP é a única fabricante da vacina BCG no Brasil, que imuniza contra a tuberculose. A compra e a distribuição da maior parte de sua produção é feita pelo Ministério da Saúde. A BCG pode ser encontrada em postos de saúde em todo o país, além de clínicas de vacinação particulares.


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O Brasil conseguiu atingir as metas dos Objetivos do Milênio (ODM) de combate à tuberculose com três anos de antecedência. De 2006 a 2015, a incidência de casos de tuberculose no Brasil caiu 20,2%, passando de 38,7 casos/100 mil habitantes em 2006 para 30,9 casos/100 mil habitantes em 2015. Já a taxa de mortalidade, que era de 2,6 para cada 100 mil habitantes em 2004, passou para 2,2 óbitos em 2014.

Em relação ao número de casos novos, a redução nos últimos 10 anos foi de 12,5%. Em 2015, foram notificados 63.189 casos em todo o país, contra 72.213 em 2006. Os dados são do Ministério da Saúde. O Brasil, além de atingir as metas, aderiu ao compromisso global de redução de 95% dos óbitos e 90% do coeficiente de incidência da tuberculose até 2035. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, atualmente, existam no mundo nove milhões de casos novos da doença.

A tuberculose é uma doença grave, mas tem cura. E para que o tratamento tenha eficácia, é importante não o interromper nos primeiros sinais de melhora. O tratamento da doença, que tem a duração mínima de seis meses, é feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com controle por parte do Ministério da Saúde sob os medicamentos ministrados. A medicação para o tratamento da tuberculose não é comercializada em farmácias. Os medicamentos são fornecidos pela rede pública de forma gratuita, a partir do diagnóstico.

A Fundação Ataulpho de Paiva (FAP) é a única fabricante da vacina BCG no Brasil, que imuniza contra a tuberculose. A compra e a distribuição da maior parte de sua produção é feita pelo Ministério da Saúde. A BCG pode ser encontrada em postos de saúde em todo o país, além de clínicas de vacinação particulares.

A imunização via BCG é feita em dose única. Os bebês devem ser imunizados com a vacina BCG obrigatoriamente no primeiro ano de vida ou no máximo até quatro anos.


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A alimentação é muito importante na prevenção da tuberculose. Uma pessoa saudável tem menor possibilidade de contrair a doença. Vale destacar que existem outras medidas que ajudam a evitar a enfermidade, como conviver em ambientes bem ventilados, limpos e em condições sanitárias adequadas, além de ter medidas básicas de higiene. Mas uma boa alimentação é importante.

Para os bebês, nada melhor que o aleitamento materno. Ele é fundamental para a defesa contra infecções, na fisiologia e no desenvolvimento cognitivo e emocional. A amamentação, principalmente a exclusiva – leite materno como única fonte de alimentação durante os primeiros seis meses de vida –, tem reduzido as mortes de crianças menores de 5 anos no mundo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Ministério da Saúde (MS) recomendam o aleitamento materno por seis meses e complementado até os dois anos ou mais por alimentos como sopas, papas, entre outros.

Para crianças e adultos, o importante é ter uma dieta rica em proteínas (carne, frango, peixe), carboidratos como batata, batata doce e mandioca, feijão, arroz, cereais e óleos não saturados, como os de soja ou milho. As vitaminas também são importantes, principalmente A, B, C e D, além de minerais. Frutas e verduras devem complementar uma dieta saudável.


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