As temidas cavernas tuberculosas

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Característica do histórico clínico de quem tem tuberculose há bastante tempo e não iniciou tratamento, as cavernas tuberculosas estão entre as grandes preocupações decorrentes da doença e podem aparecer em qualquer órgão do corpo. Essas são cavadas pelo bacilo de Koch, bactéria causadora da tuberculose, e provocam amolecimento e esvaziamento do tecido caseificado – degenerado com aspecto esburacado de queijo. As cavidades tornam-se então fontes contínuas de proliferação e multiplicação dos bacilos, pela facilidade de maior aeração do local. Há a eliminação acentuada de germes para o exterior quando nos pulmões e, consequentemente, enorme margem para infecções. Outros complicadores consistem na necrose de tecidos e ruptura de vasos próximos, que culminam num processo hemorrágico. O diagnóstico precoce e tratamento médico apropriado podem propiciar a cura.

Quando existe caverna tuberculosa pulmonar, o portador da doença passa a ter a chamada hemoptise, situação em que a tosse deixa de ser seca e vem acompanhada de pus e sangue, proveniente da árvore brônquica, o que pode levar ao óbito. Muitas vezes, esses líquidos indesejáveis funcionam como o alarme para que os enfermos procurem tratamento médico. Jamais devem deixar chegar a esse ponto, pois a ciência disponibiliza diagnóstico prévio por meio de radiografias bastante demonstrativas e, sobretudo, através da pesquisa de BAAR (Bacilo Álcool-Ácido Resistente), na qual se dá a avaliação do escarro ou lavado brônquico. As cavidades costumam variar em menos de um a quatro centímetros.