Qual o melhor tratamento da tuberculose durante a gravidez?


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A Tuberculose é uma doença infectocontagiosa, transmitida pelo ar que se tornou um problema de saúde pública mundial, afetando todas as idades. De acordo com as estatísticas, a cada ano, cerca de 8,0 milhões de pessoas desenvolvem a doença e aproximadamente 3,0 milhões de pessoas vem a óbito. 

Estima-se que milhões de mulheres em idade reprodutiva contraem o vírus da tuberculose e muitas perdem suas vidas devido a complicações durante a gestação e parto. As mulheres grávidas com tuberculose ativa devem iniciar o tratamento logo que a doença for confirmada. É necessária uma cuidadosa seleção dos medicamentos a serem empregados, evitando fármacos que possam causar problemas à saúde e à vida tanto da mulher como a do feto. A prescrição de medicamentos deve ser criteriosa e cientificamente avaliada, já que apresenta riscos em potencial à formação do feto em desenvolvimento.

O tratamento terapêutico de mulheres grávidas portadoras do bacilo da tuberculose tem sido seguro e eficaz e não causa problemas para o bebê. Conforme o protocolo “Tratamento diretamente observado de enfermagem”, do Ministério da Saúde, esse procedimento reduz o risco de transmissão da tuberculose pós-natal e a outras pessoas que vivem próximas. Há necessidade que a mãe contaminada coloque máscara na hora de amamentar e lidar com a criança, sobretudo na primeira quinzena do tratamento.

Se uma grávida apresenta uma prova de tuberculina positiva, mas não tem sintomas e a radiografia do tórax é normal, deve-se iniciar o tratamento. No entanto, costuma-se esperar até o último trimestre da gravidez ou até depois do parto, porque o risco de lesão hepática na mulher é mais elevado durante a gravidez.

Se uma mulher grávida tem sintomas de tuberculose, devem ser administrados antibióticos e havendo a suspeita de uma tuberculose resistente, podem ser administrados outros fármacos adicionais. Aparentemente, nenhum destes prejudicará o feto. A mãe infectada é isolada do seu bebê até que deixa de ser contagiosa. O bebê recebe o mesmo antibiótico como medida preventiva e também pode ser vacinado com a vacina BCG, produzida pela FAP – Fundação Ataulpho de Paiva.