Workshop da DCVMN capacita profissionais da América Latina

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Uma oportunidade incrível de aprendizado. Assim o diretor-científico da Fundação Ataulpho de Paiva, Luiz Roberto Ribeiro Castello Branco, definiu o workshop “Sistemas críticos e estudos clínicos: água, ar e auditorias”. Realizado pela DCVMN (Developing Countries Vaccine Manufacturers Network), o evento ocorre no hotel Windsor Excelsior, em Copacabana, até a próxima sexta-feira, dia 3 de junho. A abertura do seminário teve a participação do diretor-científico da FAP e do presidente do Conselho Estratégico da Bio-Manguinhos, Akira Homma. No Brasil, a FAP, a Fundação Oswaldo Cruz e o Bio-Manguinhos são parceiros e integram o DCVMN.

Durante a abertura, Castello Branco contou a história da FAP, desde o surgimento da Liga Brasileira Contra a Tuberculose, passando pelo pioneirismo nos estudos sobre a BCG e chegando aos dias atuais, como a única produtora no Brasil da vacina BCG, contra a tuberculose, e da Onco BCG, para o tratamento do câncer superficial de bexiga. Segundo o diretor-científico da FAP, o workshop da DCVMN é fundamental para melhorar a capacitação dos profissionais.

“Este evento é uma chance incrível de aprendizado, uma forma de melhorar a qualidade dos profissionais dentro de nosso continente. Serão dias fundamentais de treinamento para o futuro da saúde. Fabricamos vacinas nos mais diferentes níveis e essa capacitação é fundamental para melhroar a qualidade de vida de no planeta”, disse.

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O evento da DCVMN é direcionado a profissionais de Brasil, Argentina, México, Cuba e outros países da América Latina. Para Akira Homma, o workshop ajudará a melhorar a qualidade da produção de vacinas.

“A importância da qualidade dos produtos se dá no dia a dia. E o workshop é importante para levar essas ideias adiante. Queria agradecer à Fundação Ataulpho de Paiva por organizar esse treinamento”, disse Homma.

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CAPACITAÇÃO

A DCVMN é uma organização voluntária de fabricantes de vacinas de países em desenvolvimento que busca oferecer um consistente fornecimento de vacinas de alta qualidade e que sejam acessíveis de forma a proteger a população contra doenças infecciosas, conhecidas e emergentes, em todo o mundo.

No primeiro dia do evento, a secretária-executiva da DCVMN, Sonia Pagliusi, explicou o papel da organização, que tem 45 fabricantes de vacinas de 16 países, que oferecem 40 diferentes tipos de vacina em diferentes apresentações e plataformas, totalizando cerca de 200 produtos. Entre eles estão vacinas contra a tuberculose, febre tifóide e febre amarela, entre outros.

O diferencial do workshop da DCVMN é que ele os inscritos terão de realizar, num período de três meses, capacitações semelhantes em suas empresas e instituições.

“Os participantes terão de passar o conhecimento apreendido aqui em suas empresas. A ideia é que o conhecimento seja levado adiante, melhorando a qualificação dos profissionais”, explicou Sonia Pagliusi.

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